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26nov/091

‘Justiça começou a ser feita’ diz Geisy Arruda

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O caso que repercutiu o Brasil todo e que causou muita polêmica ainda tem muita coisa a ser tratada e decidida.Geisy Arruda, afirmou que a "justiça começou a ser feita" ao deixar a sede da Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher, em São Bernardo do Campo, no ABC, na tarde desta quita-feira (26).

Acompanhada do advogado criminalista Marcelo Chilelli, ela chegou ao local por volta das 13h45 e saiu às 17h10. O depoimento de Geisy Arruda no inquérito que apura a humilhação sofrida por ela no campus da Uniban no dia 22 de outubro foi assistido pelo advogado da instituição de ensino, Vicente Cascione. Ao término do depoimento, a delegada Angela de Andrade Ferreira Ballarini não se pronunciou.

"Acredito que sim, que está começando a se fazer justiça. No depoimento, não falei nada diferente do que vocês (da imprensa) já sabiam, mas pude contar detalhes e apontar todos os envolvidos, para que os culpados sejam punidos. Vou lutar até o fim para isso", afimou.

Geisy, inclusive, confirmou uma informação dada momentos antes pelo advogado da Uniban, de que teria havido uma briga entre um aluno de sua turma com um segurança da universidade e que, este fato, teria contribuído para acirrar os ânimos dos demais estudantes que a hostilizaram.

"Houve uma discussão, sim. O segurança falou alto comigo e minha amiga me defendeu. Em seguida, eles bateram boca e o irmão dela também discutiu com o segurança. Com certeza, isso deu mais motivação para os outros alunos, que começaram a se pendurar nas paredes para ver o que estava acontecendo, a bater nas portas e paredes", relatou Geisy.

Para Cascione, o depoimento de Geisy isenta de qualquer tipo de culpa a instituição de ensino no episódio. "O depoimento dela é claríssimo no sentido de que não houve nem ação nem omissão por parte da Uniban", declarou. Segundo ele, as ofensas e hostilidade a Geisy só começaram depois da discussão na sala e quando ela saiu escoltada por policiais militares e de jaleco.

O inquérito apura sete crimes: difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado (a garota ficou em uma sala até a PM chegar), incitação ao crime e ato obsceno dos alunos. Colegas da estudante já prestaram depoimento na delegacia.

Caso

A confusão na universidade teve início após Geisy ir à aula com um vestido rosa curto. Vídeos foram colocados na internet, mostrando os alunos hostilizando e humilhando a garota. Ela só conseguiu deixar a universidade após a chegada da polícia, vestindo um jaleco comprido.

A universidade abriu uma sindicância interna para apurar o que ocorreu e acabou expulsando a jovem. Depois, voltou atrás e decidiu manter a aluna.

O caso repercutiu até na mídia internacional. Os jornais "The Guardian" e "New York Times" publicaram notas reproduzidas da agência Associated Press (AP) sobre o assunto. Nesta terça, a reportagem sobre o caso era a mais lida do site do "El País".

A jovem disse que desistiu de voltar a frequentar a Uniban por "não ter mais clima” para voltar ao campus. “Farei uns seis vestibulares para decidir o melhor."

Fonte: G1

10nov/090

A UNIBAN decidiu voltar atrás e não expulsar a estudante Geisy Arruda

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Logo no início da noite de segunda-feira (9),três dias após decidir pela expulsão da estudante de turismo Geisy Arruda, de 20 anos, a Uniban recuou e resolveu aceitar que ela volte a frequentar a universidade.

A informação, confirmada pelo assessor jurídico da universidade, Décio Lecioni Machado - hostilizada no dia 22 de outubro por ter ido à aula com um vestido curto - ter informado à imprensa que procuraria a Justiça nesta terça (10) para pedir o retorno da jovem à sala de aula.

Em nota à imprensa (veja a íntegra no fim da página), a Uniban informou que, “de acordo com o artigo 17, incisos IX e XI de seu regimento interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (Consu) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão”.

A expulsão se tornou pública após a instituição veicular anúncio publicitário nos jornais deste domingo (8).

Logo após saber da nova posição da instituição particular de ensino, o G1 entrou em contato com Nehemias de Melo, que defende Geisy. O advogado informou que não havia sido informado oficialmente sobre a volta da aluna de turismo. "Eles devem ter parado para refletir", comentou. Em entrevista coletiva na tarde desta segunda, Geisy informou que quer concluir o semestre na Uniban, mas pretende mudar de faculdade ano que vem.

O Ministério Público Federal de São Paulo anunciou que instaurou um inquérito civil público para apurar a sindicância feita pela Uniban que havia resultado na expulsão de Geisy, que cursava turismo no campus de São Bernardo, ABC, desde fevereiro. Segundo órgão, o inquérito pretendia averiguar se a aluna teve o direito de defesa respeitado.

A expulsão se tornou pública após a instituição veicular anúncio publicitário nos jornais deste domingo (8) e alegar que a jovem cometeu “flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

A jovem foi humilhada e agredida verbalmente pelos estudantes da Uniban por ter ido à universidade usando roupa curta. Geisy precisou ser escoltada pela polícia e deixou a universidade em meio a xingamentos.

Procon

Ainda nesta segunda-feira, a Fundação Procon-SP instaurou um procedimento administrativo para averiguar a conduta da Universidade Bandeirante (Uniban) ao expulsar a estudante. Em comunicado, o Procon-SP afirmou que, “na qualidade de órgão de defesa do consumidor, entende ser de fundamental importância verificar de que forma a Uniban, prestadora de serviços educacionais, pautou a sua decisão de quebrar o contrato com a aluna e consumidora de forma unilateral”.

Antes de saber que a Uniban voltou atrás, o Procon-SP adiantou que a universidade seria chamada para prestar esclarecimentos e que o órgão irá analisar os fatos e, posteriormente, “adotar as medidas pertinentes de acordo com o que estabelece o Código de Defesa do Consumidor”. Se for constatada alguma irregularidade nesta quebra de contrato, a Uniban poderá ser multada. De acordo com o código, a multa mínima é de R$ 212,88 e pode passar dos R$ 3 milhões.

OAB-SP

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) também divulgou nota nesta segunda-feira repudiando a decisão da Uniban em expulsar a estudante, qualificando a atitude como “forma de intolerância”.

No documento, a OAB-SP diz esperar “um amplo debate sobre a questão com a participação das partes, apuração isenta dos fatos e a fixação de regras claras que não deixem, no futuro, margem para incentivar novos atos de violência ou qualquer preconceito”.

Veja íntegra da nota da Uniban:

"O Reitor da Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL, de acordo com o
artigo 17, incisos IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do
Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio
do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com
isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão".

Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL

Fonte: G1

22out/091

Windows 7: O que nós brasileiros não teremos

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Depois de tanta expectativa no Brasil a respeito do Windows 7 e seu lançamento,nós brasileiros nos deparamos com vantagens que infelizmente não estão disponíveis para a compra do produto no país,uma falta até de prestígio para com o povo brasileiro.

Windows 7 por 30 dólares: oferta para estudantes de vários países, mas não do Brasil

O Windows 7 chega carregado de elogios também no Brasil. Mas, nas opções de compra e nos preços, o brasileiro está em desvantagem

Pré-venda

A Microsoft vendeu um milhão de cópias do Windows 7 por preço promocional durante a fase de pré-lançamento. A edição Home Premium, por exemplo, custava 49 dólares nos Estados Unidos, o equivalente a 85 reais. Na Europa, o preço era 49 euros. Houve promoções similares em vários países, mas não no Brasil.

Estudantes

Nos Estados Unidos, estudantes podem comprar o Windows 7 Home Premium ou Professional pelo equivalente a 52 reais. Para isso, a exigência básica é ter um endereço de e-mail com terminação .edu. Essa oferta vale até 3 de janeiro. Há outras similares em países como Reino Unido, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Coreia e México, mas não no Brasil. A Microsoft tem um programa de vendas a universidades aqui, mas ele é bastante mais restrito.

Preço de lista

Na China, o Windows 7 Home Basic custa o equivalente a 102 reais. No Brasil, o valor de lista é 329 reais, mais de três vezes o preço chinês. Além disso, qualquer que seja a edição do Windows 7, o preço brasileiro é sempre superior ao cobrado nos Estados Unidos.

PC + Desconto

Em 14 países, quem compra um computador com Windows 7 ganha um desconto para adquirir também uma cópia avulsa do sistema operacional. A idéia é que, se a pessoa tiver outro micro, ela use essa segunda cópia para atualizá-lo. Essa oferta vale até 2 de janeiro. Como você já deve ter imaginado, o Brasil não está entre esses 14 países.

Pacote familiar

O pacote com três licenças do Windows 7 Home Premium vai custar, nos Estados Unidos, o equivalente a 261 reais. Esse pacote existe também em outros países, mas não no Brasil, onde as mesmas três licenças custam 1.197 reais. Dá para comprar 12 licenças nos Estados Unidos e ainda sobra troco.

Anytime Upgrade

Essa opção, disponível em 13 países, permite passar de uma edição mais simples a uma mais completa por um preço reduzido. Alguém que tenha Windows 7 Starter nos Estados Unidos, por exemplo, pode mudar para o Home Premium pelo equivalente a 139 reais. O Brasil não está entre esses 13 países. Assim, um brasileiro que queira fazer o mesmo upgrade gastará 399 reais na cópia completa do Home Premium, quase três vezes mais.

Fonte: Game Vicio

6out/090

Veja os diferentes tipos de ensino superior no Brasil

Todos que concluíram o ensino médio e pensam que agora é só fazer uma faculdade e pronto? Não é bem assim: no país existem quatro tipos diferentes de cursos, que oferecem perspectivas profissionais diversas. São os bacharelados, licenciaturas, cursos de tecnologia e seqüenciais.

Se, por exemplo, seu objetivo for se tornar um médico, engenheiro ou advogado não há muita escapatória. O caminho a seguir é o bacharelado. Mas e se a intenção é estudar gestão ambiental? Há pelo menos dois tipos de cursos disponíveis nas faculdades públicas e particulares do Brasil, os bacharelados e os de tecnologia.

Confira as diferenças segundo a Diretoria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC).

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Vantagens e desvantagens

O bacharelado é o curso que busca a formação de profissionais como médicos, engenheiros, cientistas sociais, físicos, estatísticos, jornalistas, biólogos. Conforme a profissão, pode existir um conselho regional regulador. No caso do direito há a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Alguns cursos que podem ser bacharelado ou licenciatura. É o caso de física, biologia ou matemática, por exemplo. A diferença entre os dois é que o bacharel é formado para a atuação na pesquisa, na universidade ou no mercado. O licenciado tem habilitação para lecionar no ensino fundamental, médio ou no ensino técnico de nível médio.

Algumas faculdades permitem até que o estudante saia com os dois títulos. Por isso, na hora de escolher o vestibular, vale ficar atento ao que a instituição oferece.

Tecnólogo

Os cursos de tecnologia costumam ser mais curtos do que os bacharelados e oferecem uma formação voltada para a prática. Quem precisa tirar um diploma para, por exemplo, crescer na carreira, pode procurar um processo seletivo para tecnólogo. Mas vale ficar atento: conforme a região e o tipo de emprego, pode ser mais valorizado o bacharel ou o tecnólogo.

Os cursos de tecnologia oferecem formações nas seguintes áreas: ambiente, saúde e segurança; controle e processos industriais; gestão e negócios; hospitalidade e lazer; informação e comunicação; infra-estrutura; produção alimentícia; produção cultural e design; produção industrial; recursos naturais.

Seqüencial ou tecnólogo?

Os cursos seqüenciais, assim como os de tecnologia, têm duração mais curta que os bacharelados. Existem dois tipos de seqüencial, os de formação específica, que fornece diploma, e os de complementação de estudos, que fornecem certificados. Ambos se destinam a quem já concluiu o ensino médio.

Os seqüenciais de complementação de estudos são livres e costumam ser criados a partir de vagas ociosas em disciplinas já oferecidas em outros cursos de graduação. Já os de formação específica necessitam de projeto pedagógico e de reconhecimento.

Normalmente, os créditos ou disciplinas cursadas em seqüenciais podem ser aproveitadas para obter um diploma de bacharel, licenciado ou tecnólogo. Daí, algumas vezes o seqüencial pode ser uma alternativa para ingressar no mercado de trabalho específico e, para, depois dar continuidade aos estudos.

Bacharelados, licenciaturas e cursos de tecnologia dão direito a fazer qualquer tipo de pós-graduação – desde as profissionais, chamadas lato sensu, até os mestrados e doutorados. Já os cursos seqüenciais só possibilitam a pós-graduação profissional.

Fonte: G1